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segunda-feira, 13 de maio de 2013


Tratamento


A maioria dos doentes devem tomar de forma crônica a hidroxicloroquina, que ajuda a estabilizar as alterações imunológicas, controlar diversos sintomas e reduzir o risco de crises. Outros medicamentos são utilizados consoante os sintomas e órgãos afetados, por períodos de dias a anos. São exemplos: cremes de corticosteroides (cortisona) nas lesões da pele, anti-inflamatórios orais para a artrite, corticosteroides orais ou injetáveis para diversos tipos de agudizações e imunossupressores utilizados quando surgem complicações mais graves. Os imunossupressores inibem as reações de autoimunidade do LES. Os mais usados são: a azatioprina, a ciclofosfamida, o micofenolato mofetil, o metotrexato, a ciclosporina. Novos medicamentos estão a ser atualmente estudados e são aguardados com expectativa.

O que acontece ao longo da evolução da doença?

Os doentes com LES podem sofrer períodos em que a doença passa por uma fase mais aguda (de gravidade variável, de ligeira a muito grave) e intervalos entre crises em que pode não existir nenhum sintoma. A duração das crises é variável, de dias a anos, tal como os intervalos entre elas. Cada doente pode ter sintomas muito diferentes em cada crise. As crises podem começar de forma súbita ou gradual. No início da crise, as alterações podem ser detectáveis apenas nas análises. Em muitos doentes o LES nunca passa de uma gravidade ligeira, noutros casos pode ser uma doença muito grave com risco de vida. A evolução de cada caso é imprevisível.

Sintomas


Qual a causa de LES (Lúpus eritematoso sistêmico)?


O LES é uma doença inflamatória autoimune. No LES a inflamação se deve a uma anomalia do sistema imunitário, que passa a atacar o próprio corpo, ou seja, é autoimune. As células imunitárias passam a produzir anticorpos contra elementos situados no núcleo das suas próprias células – autoanticorpos anti-nucleares (ANA). Estes ANA contribuem para causar as lesões e sintomas do LES. A doença desenvolve-se em pessoas com tendência genética, mas para possuir esta tendência é preciso ser portador de combinações de muitos genes em simultâneo. A combinação de genes que conduz à doença varia de caso para caso. Nas pessoas com tendência genética, o inicio do LES parece dever-se à ação de fatores ambientais. Estes podem incluir a luz solar, infecções e produtos no ambiente (alguns produzidos pelo Homem e outros de produtos naturais).

Quem corre risco de sofrer da doença?


Qualquer pessoa pode vir a sofrer de LES, embora seja uma doença relativamente rara. Afeta pessoas de todas as origens étnicas e religiosas. No entanto, 9 em cada 10 doentes são mulheres. O início da doença é geralmente no adulto jovem, entre os 15 e os 44 anos de idade. É particularmente raro que a doença apareça antes dos 9 e depois dos 60 anos de idade. Existe uma tendência genética para o LES, mas é pouco frequente que apareça nos filhos ou em irmãos de doentes, excepto no caso de gémeos idênticos.  Na prática, não há forma de prever quem nem quando alguém pode desenvolver LES.





O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença reumática sistêmicaAs dores nas articulações são o sintoma mais comum, como em muitas outras doenças reumáticas. É Sistêmica porque afeta outros órgãos do corpo, além das articulações e músculos. Pode afetar praticamente qualquer órgão do corpo. É uma doença crônica.